quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desejo do Mundo Cinza, Poder do Mundo das Borboletas...

Oro toda noite para as doces borboletas, elas são tão belas, tão coloridas... Guardo tanto amor por elas, pois são minha vida, meu suor, meus objetivos, minha glória. Quero toca-las, mas ela voam mais alto, mais longe, então recomeço a caminhar sonhando com elas, com minha persistência e objetivos...
Até que um dia uma coisa diferente bateu em minha porta. Não, não era as bondosas borboletas, era algo terrível, mas belo, maligno, mas encantador!
Não parecia minhas borboletas, então, ao ver algo diferente, me apaixonei como uma criança faz ao ver uma coisa nova.
Porém, pareceu-me que essa coisa encantadora, com aquele cheiro harmônico, não bateu na minha porta por querer me conhecer, mas por se enganar. Destino cruel, por que mandares ele aqui?
O belo desejo de telo em meus braços era tão forte... esse foi o primeiro que amei. Por isso sou tola...
Os dias foram passando enquanto ele parecia se afastar, e as borboletas... Oh, como fui infantil, decidi mostra-las a ele, foi apenas educado, não se importou com minhas doces borboletas que tanto amava, como me deixava triste, magoada... Mas era persistente, ia atras com a armadura, com a espada e as armas para lutar para tê-lo.
E desviei do cominho dos sonhos das borboletas para seguir o dele, para lutar por ele, para que ele torna-se meu. Mas novamente fui ignorada, via com outras, eram parecidos, e eu, com meu doce coraçãozinho em pedaços tinha vontade de voltar para casa, mas perdida eu estava.
Abaixava os olhos, sentava no tronco da árvore oca e cruelmente abandonada, assim como eu estava. Tinha saudade das minhas borboletas, foram sempre brilhantes...
Orei por elas uma última vez rezando para virem-me salvar.
E o brilho veio das colinas, vieram me salvar, mas novamente virei para trás, lá estava ele.
Queria toca-lo...
- Cale-se! - gritava meu cociente
Algo ficou preço em minha garganta, queria chorar... mas acima de tudo, gritar seu nome, pedir sua atenção.
O que deveria fazer? Chamar, gritar, pedir, suplicar sua atenção? Cruel destino, por que fizeste isso comigo? Sei que não sou tão benevolente como seus anjos, mas ainda guardo-te em meu peito, não sejas cruel comigo? Estas tentando dar-me uma lição? Suplico-te, uma menos dolorida, não gosto de sofrer!
Olho para as borboletas, elas têm um calor, um afeto que o vazio dele não tinha. Mas, então, por que me atrai por aquela coisa oca?
Talvez, só talvez, tenha tido vontade de preenchê-la, tenha tipo pena, de ilumina-la como me iluminaram. Será? Bom, o que isso importa? Mesmo que lhe desse uma de minhas borboletas, ele iria esmaga-las, iria ter nojo, iria acabar com tudo, ou se não, pior, iria ignora-la, acabaria com sua brilho num vira costas...
Devo virar-lhe as costas então? Voltar para minha casinha em companhia das minhas borboletas? Fugir desse mundo cinza e sem vida...
É, vivemos num mesmo planeta, mas em diferentes mundos. Meu mundo é tropical, enquanto o dele é banhando pelo inverno, mas uma coisa que desejo era poder salva-lo...
Oh, por que esse coraçãozinho sentiu isso apenas por ele? Há tantas pessoas nesse mundo!
Desisti, deixei o meu lacinho encharcado de lagrimas no chão e parti, e lá vi que havia outros em minha casa, estavam preocupados comigo?
Esses, eu gostava, mas só por que aquele eu amava? De cabeça abaixada, vou para meu confortável quarto, e com o tempo melhoro... mas não deixe de guardar uma lembrança de você, escondida com chave de ouro em meu coração. Olho-te da janela depois de mostrar meu grande sorriso ao mundo, mas não deixo de pensar em você. Me escondo, sou tão tola...
E mais uma vez estou-te observando de longe...As borboletas começaram a ficar mais perto, mas não era tão rápido como antigamente...
Sigo minhas borboletas, mesmo sonhando com ele, esse é meu maior mal...
Me apeguei demais a uma ilusão. Tola? Sim, sei que sou, sei que fui...
Mas essa tolice sempre ficará guardada em meu peito e coração, mesmo que tente ficar longe de mim.

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